Dividendo Certo

Renda passiva com dividendos — briefing semanal de investimentos

Comecei a comprar Equinor (EQNR): por que a estatal norueguesa entrou na carteira internacional

RODRIGO GOMES FLORES — 15 de julho de 2026

No dia 9 de julho comprei minhas primeiras ações de Equinor (EQNR) a US$ 33,98. Hoje, cotado a US$ 36, a posição está com lucro de cerca de 6% — mas o motivo da entrada não tem a ver com timing de curto prazo. Tem a ver com o tipo de negócio, especialmente comparado a PETR4.

A mesma estrutura, uma governança diferente

Equinor é estatal, como a Petrobras — mas a Noruega historicamente opera com um arcabouço fiscal e de governança mais estável em relação à sua petrolífera, reduzindo a frequência de interferência política sobre preço e dividendo.

O lucro da Equinor: um ciclo de commodity, não uma linha reta

Lucro líquido anual (US$ bi): 2021: 8,6 · 2022: 28,7 (pico da guerra na Ucrânia) · 2023: 11,9 · 2024: 8,8 · 2025: 5,0. A queda desde 2022 reflete normalização de preço de commodity, não deterioração operacional — a produção do 1T26 bateu recorde (+9% a/a).

Dividendos: a diferença é a regra, não o tamanho

Dividendo por ação (US$): 2022: 1,32 · 2023: 3,07 · 2024: 2,51 · 2025: 1,60. A queda segue uma meta pública declarada — crescer dividendo 5%+ ao ano no longo prazo, complementado por buyback (dobrado para US$ 3 bi em 2026) e meta de ROACE acima de 15% até 2030. É uma mecânica de regra publicada, diferente da distribuição mais discricionária da Petrobras.

O risco que não desaparece

Equinor continua exposta ao ciclo de petróleo e a choques geopolíticos como o desta semana. A diferença não é imunidade ao ciclo — é o processo declarado de alocação de capital.


Nota: este artigo referenciava originalmente um gráfico (equinor_dividendo_lucro.png) que não foi recuperado nesta migração.

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