RODRIGO GOMES FLORES — 26 de maio de 2026
Apresentação
Sou investidor pessoa física há 7 anos. Não sou analista certificado, não trabalho em banco e não vivo de trading. Invisto com um objetivo simples: construir uma fonte de renda passiva que cresça com o tempo, independente do meu salário.
Em algum momento percebi que acompanhar o mercado de forma séria — câmbio, resultados trimestrais, macro global — me dava uma visão que a maioria dos portais financeiros não entrega de forma consolidada. Comecei a produzir meu próprio briefing diário. Esta newsletter é a versão compartilhada desse trabalho.
Tese de investimento
Minha tese é direta: empresas que pagam dividendos consistentes, com payout sustentável e resultado recorrente, tendem a preservar e crescer patrimônio melhor do que a maioria das alternativas de longo prazo — especialmente para quem não quer depender de acertar o timing do mercado.
Não busco o maior dividend yield do momento. Busco empresas que consigam continuar pagando bem daqui a 5 e 10 anos. Isso significa olhar para resultado trimestral, endividamento, setor regulado, geração de caixa — não apenas para o valor do último provento.
É por isso que acompanho de perto empresas como a Caixa Seguridade (CXSE3): analisei a teleconferência do 1T26 linha por linha, porque o que o CEO diz sobre inadimplência, sinistralidade e parceria com a Caixa Econômica importa muito mais para o dividendo futuro do que o número headline que o mercado divulga.
Carteira — introdução
Hoje minha carteira é dividida entre ativos brasileiros e internacionais, todos com foco em renda.
No Brasil: bancos (BBAS3, ITUB4, BBDC4, ITSA4), seguradoras (CXSE3, BBSE3), energia elétrica (EGIE3, TAEE11, ISAE4) e mineração/commodities (VALE3).
Internacionalmente: tecnologia e conglomerados com geração de caixa (GOOGL, AMZN, BRK.B), bancos globais (JPM, LYG) e energia regulada americana (AEP).
Cada um desses ativos tem uma tese específica. Nas próximas semanas vou detalhar cada setor — começando pelos bancos, que hoje representam o maior risco e a maior oportunidade da carteira ao mesmo tempo: o BBAS3 reportou queda de 53% no lucro no 1T26, e entender o porquê é fundamental para saber se vale manter ou reduzir posição.
Se você investe pensando em renda, no longo prazo, sem hype e sem promessa de enriquecimento rápido — este é o lugar certo.
Bem-vindo ao Dividendo Certo.
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