RODRIGO GOMES FLORES — 11 de julho de 2026
Todo investidor que sobrevive tempo suficiente desenvolve regras próprias. Aqui estão as minhas.
Regra 1: ninguém sabe do futuro, e eu vivo bem com isso
Para ganhar mais que a média é preciso tolerar risco, não eliminá-lo. Foi essa lógica que me fez comprar minha primeira ação americana. Se dois ganhadores do Nobel com o LTCM não conseguiram prever o mercado, ninguém consegue.
Regra 2: se o mercado está em alta, fique contente
Se comprei um negócio de qualidade e o preço sobe de forma consistente, isso confirma a leitura — não é motivo de desconforto. Caso CXSE3: subiu quase 55% em 12 meses respaldada por lucro recorde e ROE de quase 66%.
Regra 3: se o mercado está em baixa, comemore também
Queda de preço em negócio que continua bom é desconto. Caso Bradesco em 2023: ação na mínima por causa da crise de crédito da Americanas, mas a franquia continuava intacta. Hoje recuperou com dividendo crescendo de novo.
As três regras, juntas
O ponto de partida nunca muda: comprar empresas que geram lucro, distribuem dividendo com consistência e atuam em setores perenes. As regras só ajudam a manter a cabeça no lugar depois da análise feita.
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